sábado, 11 de julho de 2009

Unidades de Conservação - protegendo nossas aves

De todos os problemas que colocam nossas aves em perigo, acredito que o maior de todos é o desmatamento e a consequente perda de áreas naturais, que diminui dia a dia o delicado equilíbrio ambiental, tão importante para todas as espécies do planeta.

Sobrou apenas uma árvore solitária nessa região agrícola vizinha do Parque Nacional de Foz do Iguaçu/PR. Foto: Daniel De Granville

Uma das formas de se garantir a proteção de nossas aves é a criação de unidades de conservação que, de acordo com o SNUC, tratam-se de espaços territoriais e seus recursos ambientais, com características naturais relevantes incluindo as águas jurisdicionais, legalmente instituído pelo Poder Público, com objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção. Ou seja, um espaço criado para proteger nossas riquesas naturais, e nelas se incluem as aves.

O Brasil tem muitas unidades de conservação, basta dar uma olhadinha no site do ICMBio para conhecê-las. Parte delas recebe visitantes, outra parte ainda aguarda o Plano de Manejo. Talvez a categoria de conservação mais conhecida sejam os parques nacionais, mas existem outras formas de proteção, algumas mais restritivas, outras nem tanto, tudo vai depender do grau de fragilidade do local protegido.

Em Mato Grosso do Sul existem seis parques estaduais, duas estradas-parque, dois rios cênicos, dois monumentos naturais, uma área de proteção ambiental (APA) e um parque nacional. Além disso, 38 Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) ajudam a conservar amostras do Cerrado e do Pantanal. Na região da Serra da Bodoquena encontramos o Parque Nacional Serra da Bodoquena, dois monumentos naturais (Gruta do Lago Azul e Nossa Senhora Aparecida e Rio Formoso) e seis RPPNs (Cara da Onça, São Geraldo, Fazenda da Barra, Cabeceira do Prata, Buraco das Araras e Xodó do Vô Ruy).

Monumento Natural Gruta do Lago Azul em Bonito, MS. Foto: Daniel De Granville

Parte destas unidades citadas acima já possuem Plano de Manejo e claro, inventários das aves. Isto é importante pois nos ajuda a entender quais espécies estão protegidas dentro dos seus limites. Ao mesmo tempo, também fornece informações sobre quais não foram identificadas dentro de áreas protegidas, indicando a necessidade de criação de novas unidades. Um exemplo disso é o trabalho desenvolvido pela pesquisadora Vivian Braz com aves do Cerrado.

E é claro, além de toda importância ambiental relacionada à conservação das aves, estes locais tornam-se importantes destinos para observadores de aves. Como exemplo citamos os Parques Nacionais de Itatiaia, Chapada dos Veadeiros, Lagoa do Peixe, Emas e Serra da Canastra como destinos para birdwatching.

O pato-mergulhão (Mergus octocetaceus) está protegido no Parque Nacional Serra da Canastra/MG e no da Chapada dos Veadeiros/GO. Foto: Lester Scalon / Concurso Avistar/Banco Itaú

Fomentar unidades de conservação, além de preservar nossa fauna e flora, ainda pode gerar desenvolvimento sustentável na forma de atividades de mínimo impacto como o ecoturismo e a observação de aves. Infelizmente o brasileiro ainda conhece poucos parques nacionais ou estaduais em nosso país, devendo aprender a valorizar mais essas riquezas naturais.

Quantos parques estaduais ou nacionais você conhece?

As inesquecíveis quedas do Parque Nacional Foz do Iguaçu/PR também dão abrigo a muitas espécies de aves. Foto: Daniel De Granville

1 comentários:

Eles passarão...eu...passarim disse...

Olá Tietta,

sou sua colega de profissão (sou bióloga e ornitóloga). Adore esse seu blog! Muito interessante! Fiz mestrado na UFMS, mas apesar disso não consegui conhecer muito lugares que queria como a Bodoquena e Bonito.

Me inspirei depois de um de seus textos e estou começando a contar as aves que ja vi... vamos ver quantas dá!

Continue com esse seu ótimo trabalho!

Grande Abraço!

Nathália Machado e Sousa