Use roupas adequadas e com cores que se harmonizem com o ambiente visitado, evitando assustar as aves.
O verde da roupa se harmoniza com a paisagem, facilitando a aproximação sem estressar a ave. Foto: Daniel De Granville
Mantenha-se sempre na trilha, evitando pisoteio da vegetação e acidentes.
Preste atenção onde pisa e onde coloca as mãos. Se observar algum perigo ou situação de risco, avise aos demais.
Caso haja um guia, siga suas orientações. Jamais ande na sua frente, pois além de ter menos conhecimento da região do que ele, você pode espantar as aves e impedir que outras pessoas as vejam. Caso precise se afastar, avise o guia.
Não fale prontamente o nome das aves que identificou, aguarde um pouco, pois algumas pessoas podem querer treinar a identificação também.
Ajude os demais a encontrar a ave caso tenham dificuldades.
Evite confrontos com algum integrante problemático do grupo. Caso sinta-se incomodado, comunique ao guia do grupo.
Tenha auto-crítica. Se não está bem de saúde ou sem condições para longas caminhadas, fique em casa e recupere-se, evitando problemas em campo.
Fale com voz baixa e não faça barulho para não assustar as aves.
Leve água e alimento suficiente junto com seu equipamento.
Evite ficar na frente de outros observadores quando encontrarem uma ave.
Só entre em propriedade privada com a devida autorização.
Jamais coloque em risco você ou os demais integrantes do grupo. Seja responsável.
Adote práticas de mínimo impacto que são utilizadas em qualquer passeio junto à natureza (não deixar lixo, não coletar objetos, etc.)
Com relação às aves, seguem algumas dicas importantes:
Seja responsável no uso de play-back ou outras formas de atrair a atenção das aves. Lembre-se que estes recursos vão interferir nas atividades e no comportamento das aves. Nunca use play-back perto de ninhos.
Caso a ave se assuste com sua presença, não se mova e aguarde alguns minutos. Provavelmente ela vai pousar por perto e você poderá observá-la.
Caso ela fique irritada e tentando atrair sua atenção sem se afastar muito, cuidado, você pode estar perto do ninho. Afaste-se até uma distância que a ave considere segura, ou seja, que ela se acalme. Não se aproxime do ninho, pois este movimento pode ter despertado a atenção de predadores.
Esta foto premiada do ninho do teque-teque (Todirostrum poliocephalum) só foi possível devido à paciência e respeito do fotógrafo. Foto: Daniel De Granville
Respeite a distância que as aves permitem aproximação.
Dê preferência para locais onde as aves já estejam acostumadas à presença das pessoas, como parques. Deixe que se acostumem à sua presença.
Não caminhe diretamente para a ave, ande para os lados ou em zigue-zague. Evite surpreendê-las saindo de trás de um esconderijo ou cortar o trajeto que estejam fazendo.
Especialmente para os fotógrafos, Czaban (2008) faz algumas recomendações específicas:
Obedeça todos os regulamentos relativos à fotografia em áreas públicas e particulares. Evite surpresas informando-se com antecedência.
Mantenha uma distância de pelo menos
Nunca interfira na atividade de uma ave. Se você precisa manter proximidade, use uma tenda ou outro esconderijo.
Nunca perturbe o hábitat quebrando árvores ou arbustos para ter uma visão melhor, pois com isso, você também permitirá que os predadores tenham facilidade em encontrá-los. Caso seja necessário afastar provisoriamente algum galho ou folha que esteja impedindo a foto, faça-o utilizando um barbante ou similar, recolocando tudo no lugar após fazer a foto.
Use luz artificial de flash com bastante cautela. Quanto mais próximo chegar da ave, mais cautela você deve ter. Seja sempre um observador responsável. Se você estiver em dúvida, não fotografe.
Evite ficar muito tempo fotografando uma ave, principalmente se perceber que ela está próxima do ninho. Se necessário, afaste-se um tempo e volte depois, evitando estressá-la demais.
Jamais faça barulhos para espantar as aves, principalmente em ninhais. O abandono do ninho é a oportunidade que os predadores estão aguardando para comer os filhotes. Não será sua melhor foto...
Ninhal de cabeça-seca (Mycteria americana) no Pantanal. Quando as aves não permitirem boa aproximação, é hora de usar teleobjetivas e lunetas. Foto: Daniel De Granville
Por fim,vale a pena ler o Código de Ética do Observador de Aves, praticá-lo e exigir que seus companheiros de passarinhada o sigam também. As aves agradecem!



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